O projeto foi aprovado na Câmara e no Senado argentinos e vai virar lei amanhã, com a sanção presidencial que respaldará os casamentos de homossexuais na Argentina. Mesmo com apoio do Executivo, a Lei ainda provoca um forte debate no Judiciário. Há juízes que, alegando motivações de foro íntimo, recusam-se a fazer o casamento civil. Diversos juízes do interior argentino já declararam que não aceitarão realizar tal cerimônia. A primeira a se pronunciar a respeito, na última sexta-feira, foi a juíza de paz Marta Covella, da cidade de General Pico, na província de La Pampa.
Ela diz que Deus teria lhe dito que esse tipo de casamento é contra a “lei divina”, que, alegou, está acima das leis dos homens. Grupos como a Federação Argentina de Lésbicas, Gays e Bissexuais afirmaram que, caso isso ocorresse, processariam a magistrada por prevaricação - quando um funcionário público deixa de exercer seu trabalho ou o atrasa. Ontem, Marta disse que mudou de ideia, depois de ter conversado com o seu pastor. A juíza de paz, inclusive, já deu orientações para homossexuais que querem se casar.
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