A organização não-governamental SaferNet Brasil, entidade que se dedica à defesa dos direitos humanos na rede, diz que um novo e perigoso "jogo" vem ganhando adeptos entre adolescentes brasileiros. Diante de uma câmera, eles fazem sexo e exibem o conteúdo gravado no YouTube. Vence aquece que tiver mais "audiência". A competição é apenas uma das manifestações do Sexting, fenômeno recente, iniciado nos Estados Unidos, no qual adolescentes e jovens usam seus celulares, câmeras fotográficas, contas de email, salas de bate-papo, comunicadores instantâneos e sites de relacionamento para produzir e enviar fotos sensuais de seu corpo.
Envolve também mensagens de texto eróticas com convites e insinuações sexuais para namorados, pretendentes ou amigos. A denominação vem da junção das palavras em Inglês sex (sexo) + texting (envio de mensagens). Uma pesquisa realizada pela SaferNet no ano passado, com estudantes, revelou que, num universo de 2 mil 345 entrevistados, 282 admitiram já ter publicado fotos pessoais íntimas na internet, enviado por e-mail ou postado em sites de relacionamento.
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